Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

Exílio da alma

Estou farta!

Farta, completamente farta desta vida de lágrimas frágeis que não aguentam o exílio desta minha alma perdida e percorrem o meu rosto mesmo contra a minha vontade.

 Será que sou assim tão inferior?

Que mal fiz eu ao mundo para ser exilada neste mundo de escuridão?

Porque é que me roubaram os sonhos, apagaram o sorriso e exterminaram a esperança? Porquê? 

Devo ser mesmo a pior pessoa deste mundo insano, que outra razão poderia haver para condenarem a minha alma a viver neste sufoco,

sem luz,

sem ar,

numa busca desesperada de poder voltar a respirar um ar de vida?

Sinto-me cansada, cansada de mais para lutar, para voltar a tentar, para estar aqui, se ao menos pudesse definitivamente adormecer...

 

Mary , 26 de Abril de 2007

 

sinto-me: cansada
tags:
publicado por Mary às 10:56

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Quarta-feira, 18 de Abril de 2007

Questão à identidade

Uma pergunta que não encontra uma resposta simples, perdida no meio de uma infindável história. Já havia algum tempo desde a última vez que tinha colocado esta questão a mim mesma, talvez por ser demasiado complexa, por ter demasiados inconvenientes, ou até, mais provavelmente, por ser demasiado dolorosa. A ferida ainda não sarou, penso que anestesiar só alivia a dor momentaneamente para poder preparar-me para uma nova recaída. A verdade é que esta ferida é profunda de mais, causada por algo demasiado forte para o qual ainda não se encontrou um medicamento. Ando cansada, cansada de mais para me colocar questões com este grau de dificuldade, prefiro finjir que me preocupo com uma vida que na realidade não está completa, que não é a minha vida, não tenho um rumo, apenas pequenas metas que vão sendo ultrapassadas com benevolência, e que me desgastam faseadamente. Tento esconder-me na sombra da pessoa que já fui, refugiar-me numa identidade que vai sendo construída aos bocados. Não sei se vou conseguir voltar a ser a mesma pessoa, não sei se algum dia me vou libertar de ti. Começo a acreditar que nunca me abandonarás, estás presente em tudo: no meu falso sorriso, no meu olhar baço, na irracionalidade da minha alma, no universo do meu ser, nem que seja apenas com o intuito de me ajudares, meu Anjo.

 

Mary, 18 de Abril de 2007

 

sinto-me: sem resposta
música: porquê
tags: ,
publicado por Mary às 21:17

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Segunda-feira, 16 de Abril de 2007

Sozinha

As palavras são inúteis, não há nada que me descreva melhor do que uma lágrima triste, sozinha e frágil.

Talvez a solidão seja um dos meus maiores medos e talvez seja por isso que me sinto assim. Ninguém, ninguém aqui para mim, ninguém que me faça ver que está tudo bem, ninguém que me garanta que a vida não vai ser sempre assim. Queria adormecer, de uma forma suave e tranquila e só voltar quando realmente sentirem a minha falta, quando tiver a certeza que sou necessária. Não existe nada, estou vazia, perdida neste mundo em que ninguém repara que em cada atitude inocente existe uma sentença para a minha alma. Não me consigo livrar desta depressão que me sufoca, me consome aos poucos e me destroi por dentro.  Sinto-me como quando era criança e a minha mãe me abandonava para se entregar à destruição, talvez seja por isso que ganhei este pânico de estar sozinha. Quando recordo a vida que tinha há dois meses atrás custa-me acreditar que ela tenha realmente existido, só queria que essa vida voltasse e esmagasse esta escuridão que se abateu sobre a minha identidade.

 

Mary, 16 de Abril de 2007

sinto-me: sozinha
música: lithium
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publicado por Mary às 21:12

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Terça-feira, 27 de Março de 2007

Sem sentido

Ontem regressei à escuridão de uma vida sem sentido, senti-me mal, muito mal, acho que já não me lembrava como era sentir-me assim. Falei com quem melhor me compreende mas a dor continuou e, mais uma vez, o meu recurso foi o caderninho rosa choque:

"Só queria poder acordar e perceber que está tudo bem, acordar com uma certeza, com um objectivo, com uma razão para a minha vida. Nada corre bem, nada é como sonhamos e o que é como sonhamos rapidamente acaba. O mundo não é belo, é triste, é escuro, é frio, é feio.

Sinto-me mal, envolvida por uma tristeza que me sufoca, uma tristeza opaca que não deixa entrar a luz... procuro um sentido, uma razão, não encontro, penso mais um pouco, revejo todos os momentos felizes e apenas constato que nenhum deles pode voltar, que nenhum deles pode ser revivido.

Sei que nunca mais te vou ter aqui para me protegeres e garantires que nada de mau acontecerá. Desapareceste. Nunca mais me vais contar uma história, nunca mais me vais chamar de "a minha bonequinha", nunca mais me vais dizer "quero-te tanto bem Nininha", morreste. Precisava de ti aqui para me ajudares a lidar com ela, precisava de ti aqui para me amparares, precisava de ti aqui, da tua sensatez. Tenho saudades tuas, recordo-te da melhor maneira, meu pintor careca.

Relativamente a ti, ajudste-me a crescer. Contigo descobri o amor, o verdadeiro amor, eras a essência da minha vida, o verdadeiro significado. Tudo isso acabou, tive de reaprender a viver, tornei-me uma pessoa diferente, MELHOR, PIOR? não sei, apenas diferente. Não vou esquecer a nossa história, não posso arrancar a página e fingir que foste só mais um. NÃO! Não foste mais um, foste o ÚNICO! Talvêz seja por isso que não consigo lidar com esta situação.

Quanto a ti, mais uma vez presenciei a tua decadência, és insuficiente para ti mesma. Apenas vou recordar aquele riso de criança, aquele amor infantil que se transforma a cada dia que passa, e, quando penso na "Mamã", já não vejo a mesma pessoa.

Apenas quero o meu mundo rosa choque outra vez! Vou esperar... mas o tempo foge-me e eu ainda tenho tanto para viver...!

                                                                                                                                        27/3/2007 00:57"

São estas as palavras gravadas no meu caderninho rosa choque, numa noite em que, não havia significado.

                                                                                                              Mary, 27 de Março de 2007
sinto-me: presa
música: Essência
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publicado por Mary às 11:33

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