Domingo, 5 de Agosto de 2007

Reencontro

Escrever-te. Escrever-te de novo e talvez como sempre. Voltaste. Estás aqui, único e como sempre te vi, verdadeiro áquilo que foste e sem medo falar daquilo que já passou. Ai como eu sentia falta daquela conversa, de perceber tudo o que sempre foi incompreensível. Pergunto-me se não era isso que eu buscava no meio de toda a escuridão.

Voltar a falar contigo, aquelas conversas que não são apenas efémeras palavras que se apagam instantaneamente. Como sentia saudade do teu sorriso verdadeiro, que me abraça e dá a certeza que voltaste.

Será que fui mesmo eu que te criei? Será que alguma vez te perdi? Não sei. Mas talvez sempre tenhas existido e não tenha sido eu a perder-te, penso que te perdeste de ti mesmo. Encontrei-te e sei que aos poucos também te encontras e voltas a ti.

Foste tanto e continuaste sempre a sê-lo. Conforta-me saber que nunca nos esqueceste, que nunca nos enganaste. Sempre te guardei nem que só para mim, mesmo quando eu própria tinha dúvidas da tua veracidade.

Voltar ao nosso mar de existência, mergulhar nos nossos pensamentos e sentir que sou preenchida em cada característica, em cada pormenor. Voltaste a ser iluminado por aquela luz que teimou em nunca se extinguir completamente, que fez questão de sempre me lembrar de quem eras.

 

Mary, 5 de Agosto de 2007

sinto-me: bem
música: Dilemma (outra vez?)
publicado por Mary às 11:21

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Terça-feira, 15 de Maio de 2007

(re)começo

Sinto-me como se tivesse acordado de um pesadelo demasiado escuro para permitir que uma réstia de esperança permanecesse.

Talvez nem tanto pelo facto de tudo se estar a recompor, penso que seja por, aos poucos, começar a ver tudo de uma forma mais leve.

Finalmente permito-me respirar, o que antes me era praticamente interdito, penso que por estar demasiado envolvida na eloquência da tua perfeição.

Tenho a sensação de a cada dia estar a construir um novo pedaço de mim, mais sólido e mais estável do que nunca, como se nunca mais me pudesses abalar.

Sei que possivelmente é apenas uma ilusão criada pela vontade de voltar a viver, mas permito-me pensar que, possivelmente, me concedem essa liberdade, e finalmente, respiro liberdade.

Porque "Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena".

 

Mary, 15 de Maio de 2007

sinto-me: viva
música: I only ask of god
tags:
publicado por Mary às 22:21

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