Terça-feira, 29 de Maio de 2007

Talvez

Queria poder acabar com todas as dúvidas, terminar todos os inconvenientes, pôr termo a todas as oposições.

Queria arriscar, não desistir e saber que iria resultar, que iria ser verdadeiro.

Queria tornar real esta história em que apenas nós não acreditámos, mostrar ao mundo e a nós mesmos que nos encaixamos, nos compreendemos, nos bastamos um ao outro, como se fossemos únicos.

Ganhar um beijo verdadeiro, com a certeza de que não foi apenas um beijo roubado, que foi mais que isso, que foi o reflexo daquilo que poderemos vir a tornar-nos.

E sinto que lá no fundo fundo de mim, uma nova força vai sendo criada. Sinto que aos poucos vou encontrando em ti o esboço daquilo que desejo ter, que vai sendo moldado até chegar ao teu verdadeiro ser, áquele que só conheço em relação aos outros... e a mim? Quero conhecer-te perante o meu ser, encarar-te de frente e dar a mim mesma a certeza de que isto não é uma loucura insana.

Queria poder ficar interminavelmente na segurança daquele que mais se parece comigo, que muitas vezes apenas eu compreendo, nem que seja sabendo que, como eu, apenas tenta ser fiel a si mesmo.

 

Mary, 29 de Abril de 2007

sinto-me: capaz de acreditar
música: Caçador de sóis
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publicado por Mary às 20:10

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Domingo, 20 de Maio de 2007

Máscara de vida

                                         

                                          "Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
                                           Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
                                           A vida não para
                                           (...)

                                           O mundo vai girando cada vez mais veloz

                                           A gente espera do mundo o mundo espera de nós

                                           Um pouco mais de paciência"

 

                                                                           Letra da música paciência

 

Ao ouvir esta música constatei que afinal existem pessoas que, como eu, já chegaram à conclusão de que esta vida não se permite ser vivida.

 Não sei se ela própria esconde, subtilmente, a fórmula da sua "utilização", ou se somos nós que não conseguimos visualizar a sua essência. Mas tenho a certeza, a certeza absoluta de que a vida não é só isto.

Tem de haver tempo para vivermos plenamente, para sermos únicamente nós, para alcançarmos a calma que nos permite sermos felizes.

Penso que a principal razão da nossa inexistência é estarmos demasiados preocupados com o acessório que tornamos principal.

Não somos nós, somos a existência dos pormenores daquilo que temos, que nos absorvem e mascaram a nossa identidade. Estamos demasiado atarefados para sentir, para pensar, reflectir e perceber que a veemência do sopro da nossa exisência é muito mais gratificante do que as máscaras que nos escondem.

Acho que até já temos medo de ser nós próprios, tentamos sempre alterar algo de nós que, por muito ínfimo que nos pareça, acaba por adulterar o profundo do nosso ser.

Há falta de compreensão, de preocupação, de observação e ajuda a quem relamente precisa, de uma palavra, de um carinho, de um simples sorriso que demonstra o que as palavras são incapazes de exprimir.

Apenas tenho pena de ser insuficiente para acordar este mundo que é cego porque não quer ver, queria tanto dar um pouco da minha paz...

 

Mary, 20 de Maio de 2007

sinto-me: com vontade de guiar o mundo
música: paciência - Mafalda Veiga e João Pedro Pais
publicado por Mary às 22:11

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Terça-feira, 15 de Maio de 2007

(re)começo

Sinto-me como se tivesse acordado de um pesadelo demasiado escuro para permitir que uma réstia de esperança permanecesse.

Talvez nem tanto pelo facto de tudo se estar a recompor, penso que seja por, aos poucos, começar a ver tudo de uma forma mais leve.

Finalmente permito-me respirar, o que antes me era praticamente interdito, penso que por estar demasiado envolvida na eloquência da tua perfeição.

Tenho a sensação de a cada dia estar a construir um novo pedaço de mim, mais sólido e mais estável do que nunca, como se nunca mais me pudesses abalar.

Sei que possivelmente é apenas uma ilusão criada pela vontade de voltar a viver, mas permito-me pensar que, possivelmente, me concedem essa liberdade, e finalmente, respiro liberdade.

Porque "Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena".

 

Mary, 15 de Maio de 2007

sinto-me: viva
música: I only ask of god
tags:
publicado por Mary às 22:21

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Quinta-feira, 3 de Maio de 2007

Saudade

Saudade.

Tenho saudades de quando éramos duas almas num só ser, de quando nos completávamos, de quando nos bastávamos um ao outro para ser perfeitos.

Tenho saudades daquele mundo à parte que ambos criámos para ser habitado por nós, um mundo à nossa medida, sem defeitos nem imperfeições, em que cada detalhe se tornava principal, mas não tão principal como a nossa presença.

Queria poder assegurar-me de que vais para sempre guardar contigo tudo o que eu te dei, de que o nosso mundo nunca vai escurecer, de que vamos para sempre permanecer perfeitos, nem que apenas numa memória quase apagada pelo tempo.

Queria que o reflexo de nós durasse eternamente, que nunca deixássemos de ser iluminados, que nos reordásse-mos de nós mesmo depois de sermos esquecidos pela vida.

Sei que tudo isto é apenas ilusão de uma inaudita história que de tão perfeita se aniquilou naturalmente.

Costumavasse dizer que a esperança era a última a morrer, agora entendo por que razão. Porque eu morri antes da esperança e ela permanece no esboço daquela em que me tornarei, mesmo que o ideal fosse condená-la por me ter matado. Finalmente percebo que a esperança é imortal, porque esperança é apenas um eufemismo de sonho, e sem sonho não há vida.

Agora tenho apenas de me regenerar, de me reconstruir para poder voltar a ser eu, certamente diferente da minha antiga pessoa, mas eu.

 

Mary , 3 de Abril de 2007

sinto-me: pronta para renascer
música: Cada lugar teu
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publicado por Mary às 21:10

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