Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

Exílio da alma

Estou farta!

Farta, completamente farta desta vida de lágrimas frágeis que não aguentam o exílio desta minha alma perdida e percorrem o meu rosto mesmo contra a minha vontade.

 Será que sou assim tão inferior?

Que mal fiz eu ao mundo para ser exilada neste mundo de escuridão?

Porque é que me roubaram os sonhos, apagaram o sorriso e exterminaram a esperança? Porquê? 

Devo ser mesmo a pior pessoa deste mundo insano, que outra razão poderia haver para condenarem a minha alma a viver neste sufoco,

sem luz,

sem ar,

numa busca desesperada de poder voltar a respirar um ar de vida?

Sinto-me cansada, cansada de mais para lutar, para voltar a tentar, para estar aqui, se ao menos pudesse definitivamente adormecer...

 

Mary , 26 de Abril de 2007

 

sinto-me: cansada
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publicado por Mary às 10:56

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Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

Adeus

 

A palavra mais triste é a do Adeus, aquela em que nos despedimos e comprometemos a deixar para trás um passado utópico. Virar as costas e dar um passo em frente que realmente nos faça proguedir, nos faça permanecer neste mundo nem que seja obrigatoriamente, à espera de uma luz, na esperança de voltar a ter esperança. Começo a pensar que somos apenas escravos da nossa alma inconsciente que teima em fazer-nos acreditar em algo tão perfeito que não tem lugar neste mundo cheio de imperfeições. Não quero acreditar que fomos apenas uma impossibilidade incorrecta, uma realidade irreal. Permaneço neste mundo somente para tentar voltar a viver, "não vivo, estou apenas a matar o tempo". Já não sei o que é ter-te aqui, já não me lembro de como é sentir a tua presença a implorar-me para que esteja sempre presente. Obrigada por saberes proteger-me, obrigada por saberes cuidar de mim, se ao menos todos fossem como tu... Tentei, tentei de todos os modos ingorar o nosso tempo ultrapassado, falsificar a nossa existencia e fingir que nunca fomos nós. A verdade é que não consigo, não consigo voltar a viver. Resido numa busca desesperada de um último abraço, de um último carinho, de que tenhas a consideração de pelo menos me dares a palavra fria, ingrata e dolorosa do adeus. Queria poder explicar ao mundo como é a escuridão, mas não é fácil de entender.

 

Mary, 25 de Abril de 2007

 

sinto-me: proibida de viver
música: Fácil de entender
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publicado por Mary às 20:56

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Domingo, 22 de Abril de 2007

Meu ídolo

Meio século, como tu mesmo dizes já não vais durar tanto como duras-te até agora, mas acredito que enquanto durares vais saber encaminhar a minha vida como sempre fizes-te. Lamentas o tempo que passou, mas não creio que quisesses voltar atrás e riviver tudo aquilo por que passaste: as falsas ilusões, os amores cruéis, as mentiras impiedosas, o gélido sofrimento, enfim, as esperanças que não passaram disso mesmo e apenas se converteram em desilusões. Se calhar foram mesmo esses pedaços mal vividos de vida que construíram a pessoa que és. Admiro-te. Admiro-te por tudo aquilo que és e apenas pela tua força interior. Admiro-te pela tua sensatez e por apesar de tudo, continuares a encarar os dissabores da vida apenas como pequenos precalços no teu caminho. Ainda há pouco tempo me embalavas na tua fingida serenidade, penso que o teu objectivo sempre foi conseguires que eu adormecesse e apenas acordasse quando já tivesse maturidade suficiente para compreender a ingratidão do mundo. Cheguei à conclusão que deves ser a pessoa que mais me ama no mundo, que mais me admira por aquilo que sou, pela essência do meu ser e não apenas pelo camuflado da minha alma. Não sei se foste sempre correcto, mas sei que em todos os teus erros o teu objectivo era agir correctamente. Por tudo isto, és o meu modelo, o meu ídolo.

Amo-te, sempre te amei, mesmo quando não sabia, e, vou amar-te sempre, mesmo se não chegares a completar um século.

 

Mary, 22 de Abril de 2007

sinto-me: orgulhosa de ti
música: Blue Velvet (porque tem a tua serenidade)
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publicado por Mary às 10:13

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Quarta-feira, 18 de Abril de 2007

Questão à identidade

Uma pergunta que não encontra uma resposta simples, perdida no meio de uma infindável história. Já havia algum tempo desde a última vez que tinha colocado esta questão a mim mesma, talvez por ser demasiado complexa, por ter demasiados inconvenientes, ou até, mais provavelmente, por ser demasiado dolorosa. A ferida ainda não sarou, penso que anestesiar só alivia a dor momentaneamente para poder preparar-me para uma nova recaída. A verdade é que esta ferida é profunda de mais, causada por algo demasiado forte para o qual ainda não se encontrou um medicamento. Ando cansada, cansada de mais para me colocar questões com este grau de dificuldade, prefiro finjir que me preocupo com uma vida que na realidade não está completa, que não é a minha vida, não tenho um rumo, apenas pequenas metas que vão sendo ultrapassadas com benevolência, e que me desgastam faseadamente. Tento esconder-me na sombra da pessoa que já fui, refugiar-me numa identidade que vai sendo construída aos bocados. Não sei se vou conseguir voltar a ser a mesma pessoa, não sei se algum dia me vou libertar de ti. Começo a acreditar que nunca me abandonarás, estás presente em tudo: no meu falso sorriso, no meu olhar baço, na irracionalidade da minha alma, no universo do meu ser, nem que seja apenas com o intuito de me ajudares, meu Anjo.

 

Mary, 18 de Abril de 2007

 

sinto-me: sem resposta
música: porquê
tags: ,
publicado por Mary às 21:17

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Segunda-feira, 16 de Abril de 2007

Sozinha

As palavras são inúteis, não há nada que me descreva melhor do que uma lágrima triste, sozinha e frágil.

Talvez a solidão seja um dos meus maiores medos e talvez seja por isso que me sinto assim. Ninguém, ninguém aqui para mim, ninguém que me faça ver que está tudo bem, ninguém que me garanta que a vida não vai ser sempre assim. Queria adormecer, de uma forma suave e tranquila e só voltar quando realmente sentirem a minha falta, quando tiver a certeza que sou necessária. Não existe nada, estou vazia, perdida neste mundo em que ninguém repara que em cada atitude inocente existe uma sentença para a minha alma. Não me consigo livrar desta depressão que me sufoca, me consome aos poucos e me destroi por dentro.  Sinto-me como quando era criança e a minha mãe me abandonava para se entregar à destruição, talvez seja por isso que ganhei este pânico de estar sozinha. Quando recordo a vida que tinha há dois meses atrás custa-me acreditar que ela tenha realmente existido, só queria que essa vida voltasse e esmagasse esta escuridão que se abateu sobre a minha identidade.

 

Mary, 16 de Abril de 2007

sinto-me: sozinha
música: lithium
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publicado por Mary às 21:12

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Quinta-feira, 12 de Abril de 2007

Mundos opostos

"Dois mundos diferentes. Dois mundos diferentes mas ambos palcos de emoções, alegrias, tristezas e ilusões que fazem parte de mim. Dois mundos opostos que se fundem na minha identidade, formando um só, inconcebível.

Tinha saudades do silêncio deste meu mundo distante, simples, puro e inocente que me faz olhar o mundo de maneira diferente e repensar a vida de um diferente ponto de vista. Já sentia falta de me isolar, sentir o sol a bater-me na cara e observar. Observar tudo à minha volta, o mundo, a vida, os outros, observar-me a mim mesma como se saísse de dentro do meu corpo e pudesse compreender todos os meus erros. Desfrutar, desfrutar da simplicidade das coisas mais belas, da tranquilidade daquilo que parece insignificante mas que na realidade tem toda a importância. Aqui sou mais eu, isolo-me de mundo para ser eu mesma, para viver o meu mundo que ninguém parece compreender. Aqui, eu própria me transformo, altero-me, modifico-me, torno-me outra pessoa, mais simples, mais sonhadora, desprovida da futilidade daquillo que é acessório e que por muitas vezes tornamos principal, torno-me uma pessoa mais aprefeiçoada. Paro, penso e vivo. Vivo a vida de uma forma simples mas com a mesma sede de viver. E na viagem para o meu outro mundo tudo isto desaparece, como se fosse sendo absorvido pela distância, para se tornar memória. Memória de um mundo infantil, em que ainda existe esperança de uma humanidade mais humana. E toda esta pureza é sobreposta pela azáfama de um outro mundo condenado, em que não existe tempo para a tranquilidade.

                                                                    5/4/07 1:02"

 

Foi este o pensamento que assolou a minha consciência numa noite passada no meu outro mundo e que só agora tive tempo de publicar.

 

sinto-me: tranquila
publicado por Mary às 19:29

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